Professor é acusado de assédio por alunas de escola estadual em Penha
Cinco alunas da Escola Manoel Henrique de Assis, unidade de ensino estadual situada em Penha, denunciaram um professor por comportamentos considerados inadequados e de cunho sexual durante as aulas. Segundo os relatos, o docente, que está na instituição há cerca de quatro meses, teria tocado nos cabelos, ombros e braços das estudantes, além de fazer comentários sobre a aparência física das meninas.
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A mãe de uma das alunas relatou que a sua filha foi chamada para uma conversa reservada com quatro funcionárias da escola, onde foi repreendida por relatar o assédio. Durante o encontro, as mulheres teriam afirmado que a estudante estava “erotizando” a situação e que “tudo ela sexualizava”, justificando que o professor é bisavô e tem mais de 60 anos. Ainda segundo o relato, houve críticas à forma como as meninas se vestem, insinuando que isso chamaria atenção e justificaria a atitude do professor.
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Além das cinco alunas que denunciaram, um colega de turma confirmou os comportamentos do professor. A tentativa de silenciamento também teria ocorrido por meio de uma palestra sobre difamação, ministrada por outro professor. Durante esse momento, uma professora teria retirado o celular de uma das alunas, que tentava gravar o conteúdo. A mãe de uma das estudantes procurou a direção da escola, mas relatou não ter recebido acolhimento. Ela informou que irá buscar as medidas cabíveis e registrar Boletim de Ocorrência contra o professor e contra a escola.
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O Penha Online procurou a Secretaria de Educação do Governo do Estado e recebeu a seguinte nota oficial: “A Secretaria de Estado da Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Itajaí, comunica que iniciou a apuração dos fatos rapidamente, assim que tomou conhecimento sobre o caso. Se forem confirmadas as acusações, todas as medidas cabíveis serão aplicadas. Os psicólogos e assistentes sociais da equipe multiprofissional do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE) também estão acompanhando a situação, realizando a escuta especializada dos estudantes envolvidos e familiares. A SED repudia qualquer tipo de violência dentro ou fora das escolas estaduais de Santa Catarina”.
Imagem: arquivo / ilustrativa

