Escola particular de Penha é alvo de denúncia por lesão corporal e omissão de socorro a bebê de 1 ano


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A família do pequeno N.L.M., de 1 ano e 6 meses, relatou ao Penha Online que, no início deste mês, ao buscar o bebê, presenciou uma professora de uma escola particular situada no Centro de Penha, aos gritos com outra criança. Diante da situação, a avó de N.L.M. socou o portão, na tentativa de paralisar aquela agressão verbal, e posteriormente levou o caso diretamente ao conhecimento da gestora de educação.
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Passados alguns dias, após pegar N.L.M. na escola e dar-lhe banho, a mãe verificou que o mesmo havia sido mordido por outra criança. A família conta que o fato não foi comunicado no mesmo dia do ocorrido e a criança estava de casaco ao ser entregue, sendo assim, desde a agressão até o momento do banho, sofreu com dores e a omissão de socorro por parte da escola. A escola só comunicou o ocorrido, por meio de aplicativo, no dia seguinte, ou seja, caracterizando a negligência e a omissão de socorro, visto que o bebê certamente estava com dor no local da mordida e só foi medicado quando descoberta pela mãe a agressão sofrida, segundo detalha a própria família. Indagada sobre o motivo da comunicação ter ocorrido apenas no dia seguinte, bem como sobre quem estava responsável pela observação e cuidado das crianças, a escola não teria respondido.
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Após uma reunião com a família, a unidade escolar se comprometeu com um maior cuidado, porém, no último dia 18 de setembro, ao ser entregue o bebê pela professora, ela informou à mãe que um inseto havia picado o menino e que teria passado álcool no local da picada, além de ter colocado gelo. A mãe, acreditando na fala da professora, buscou atendimento farmacêutico, informando exatamente o que foi passado pela responsável educacional, sendo medicado o bebê com anti-histamínico.
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“Aí é o motivo da revolta. O bracinho do bebê estava extremamente inchado e vermelho. Quando o bracinho do bebê desinchou, foi observado que se tratava de outra mordida. Fui até a unidade escolar, que assumiu a ocorrência da segunda mordida, porém absurdamente informou que os professores não podem passar aos pais e responsáveis informações sobre as ocorrências de mordidas antes da verificação de câmeras pela direção escolar. Solicitei o acesso às câmeras de monitoramento, no entanto, a escola negou. Um verdadeiro absurdo. Uma criança mordida, nesse caso específico um bebê que ainda não sabe falar, precisa de medicação para dor imediatamente, a omissão de socorro é clara nesse caso. Silêncio em nome da negligência? Sim. Pior ainda, o inchaço no braço do bebê não se deu somente pela mordida, mas também pela exposição ao gelo, na tentativa de mascarar a ocorrência de uma nova agressão sofrida pelo descuido de quem deveria cuidar. Negligência. Omissão de socorro. Lesão corporal. Fica o alerta a todos os pais e responsáveis: denunciem, levem ao conhecimento das autoridades competentes pela guarda e defesa das nossas crianças! Fica o desabafo de uma avó revoltada, que buscará por justiça. Minha filha gastou mal o dinheiro. Ela comprou uniforme, pagou a mensalidade, comprou material didático, mochila, não sei o que Alex, e tem outras crianças que passaram pela mesma coisa. Você vai ver na publicação o tanto de comentário que vai ter. Eles estão cheios de boletim de ocorrência e coisas mais graves. E ele não sabe falar, Alex, que maldade… pegaram, botaram gelo no braço do menino, ficou tão inchado a ponto de não conseguirmos ver o que era. Aí, ela  falou: ‘isso aí foi um bichinho que picou, eu passei gelo e passei álcool’. Depois que desinchou que a gente viu que era outra mordida. Pô, muita sacanagem, né”, disse a avó da criança ao Penha Online.
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Procurado, o Centro de Educação Peter Pan emitiu a seguinte nota oficial ao portal: “A escola compreende a preocupação da família diante dos episódios mencionados, ainda que não compartilhe da narrativa acalorada trazida. Reafirmamos, com total transparência, nosso compromisso inabalável com a transparência, o cuidado e o bem-estar das crianças que nos são confiadas. É importante esclarecer que, infelizmente, durante a Educação Infantil, situações como mordidas podem ocorrer, sendo reconhecidas por especialistas como parte natural do desenvolvimento e do processo de socialização das crianças. Nossa equipe pedagógica é formada por profissionais capacitados, preparados para agir prontamente, acolher todos os envolvidos e comunicar as famílias de forma clara e responsável caso ocorra. Nos dois episódios em questão, a escola prestou atendimento imediato e comunicou a família conforme nossos protocolos internos. No segundo caso, em que inicialmente havia apenas vermelhidão e inchaço no braço da criança, a própria mãe relatou ter buscado avaliação em farmácia, sendo considerado, naquele momento, uma possível reação alérgica. Apenas após a regressão do inchaço surgiram marcas que permitiriam identificar tratar-se de mordida. Mesmo sem a clareza inicial, reforçamos que a família foi devidamente informada e acompanhada pela escola. Reiteramos que jamais houve omissão ou intenção de ocultar fatos. Nosso histórico de mais de quatro décadas comprova o compromisso ético, pedagógico e humano desta instituição, que continuará a atuar com dedicação, diálogo e parceria com as famílias, garantindo um ambiente seguro, acolhedor e propício ao desenvolvimento saudável de nossas crianças. Atenciosamente, Direção do Centro de Educação Peter Pan”.