[VÍDEO] Associação de moradores explica corte de árvores na orla em Penha
Moradores e visitantes que passaram pelo calçadão da Bacia da Vovó e Praia da Saudade, em Penha, nos últimos dias se depararam com árvores cortadas e galhos no chão. A cena gerou inúmeras reclamações, mas a intervenção foi necessária por questões de segurança, segundo a Associação de Amigos da Praia da Saudade – Sapinhas.
Há alguns meses, o Penha Online vem conversando sobre o tema com a Elisabete Rocco, presidente da membro da associação. Ela explicou que várias árvores da área estavam comprometidas. A solicitação dos moradores pela remoção das árvores vem ocorrendo há anos, mas só em 1° de setembro é que o Instituto do Meio Ambiente de Penha concedeu a licença. Sombreiros com mais de 80 anos que nunca receberam poda adequada apresentaram arbustos secos e infestação de erva-de-passarinho, parasita que suga a seiva e mata a planta progressivamente. Algumas árvores já estavam condenadas e representavam risco iminente de queda sobre pedestres e veículos.
A situação se tornou crítica após um incidente no carnaval, quando um galho de jambolão caiu próximo a um catador de latinhas, que escapou por pouco após ser alertado por um morador. O galho destruiu a lixeira onde ele estava.
A Defesa Civil encontrou pelo menos cinco sombreiros em situação crítica: dois completamente secos, dois pendentes sobre a rua e calçadão, e três jambolões comprometidos. Os jambolões, em particular, apresentavam troncos podres que esfarelavam ao toque, mesmo com a aparência externa preservada. Celesc e bombeiros atuaram nos cortes mais críticos. Já o restante do serviço de poda custou R$ 28 mil e inclui não apenas a remoção de árvores condenadas, mas a poda de regeneração das demais, com retirada completa de erva-de-passarinho e galhos secos.
A prefeitura está auxiliando na limpeza da área. Após a conclusão do serviço, serão plantadas 330 mudas de restinga nos locais onde foram retirados os jambolões. Neste momento, a comunidade local passa por um transtorno temporário, mas Elisabete reforça que a medida visa prevenir acidentes graves no verão, quando as praias ficam lotadas de famílias.
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