Quase dois anos: mãe reclama que fila de espera para consulta médica atrasa tratamento de menino autista


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A mãe de uma criança autista de apenas 3 anos procurou o Penha Online para relatar as dificuldades enfrentadas para garantir o tratamento do seu filho em Penha. Há quase dois anos, o menino aguarda uma consulta de retorno com o neurologista infantil, necessária para definir o grau do autismo e dar início ao acompanhamento em instituições especializadas. Mas, ao invés da sua posição na fila de espera avançar, ela está regredindo.
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“Meu filho está na fila de espera já faz um ano e dez meses. Atualmente, ele está com três anos e dez meses de idade. Ele foi diagnosticado como autista quando ele tinha dois anos. Daí ele passou pela fono, passou também na policlínica pela psicóloga. A psicóloga deu parecer psicológico também para ele, apontando o autismo. E daí ele passou pela neuro quando ele tinha dois anos, mas só que faltavam os outros exames que ele tinha que fazer, que no caso era a audiometria e o parecer psicológico, que ele ainda não tinha. A neuro pediu um retorno com os exames para ele, para ela dar o grau de autismo dele. Eu corri atrás, fui na Secretaria, fui tudo certinho e colocaram ele na fila de espera para retorno. Depois de um tempo eu descobri que colocaram ele para neuro de adulto e ele ficou um ano e pouco nessa fila. Quando eu descobri, a psicóloga da Policlínica retomou ele. Tirou ele da fila e colocou ele de novo para neurologista infantil. Eu não sei o que está acontecendo com essa fila. Duas semanas atrás eu fui ver, ele estava em 121 na posição. E a semana passada eu olhei de novo e estava 169. Em vez de estar diminuindo a fila, está aumentando. Eu não sei como é isso, eu estou desesperada. Meu filho precisa de tratamento urgente. Eu só preciso do retorno dele para neuro dar o grau de autismo pra eu ir no AMA ou na APAE pra ele fazer o tratamento dele”, relatou a mãe.
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A demora no atendimento mostra a realidade de muitas famílias; no caso de crianças com autismo, o início rápido do tratamento faz toda a diferença no seu desenvolvimento. Por isso, a mãe cobra uma solução urgente e reforça a importância de garantir prioridade e agilidade para pacientes autistas.