Morador de Penha morre esperando por vaga para dar entrada no Marieta, denuncia família


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A morte de Natanael Antonio do Nascimento, conhecido como “Taeca”, gerou comoção e revolta entre familiares e amigos em Penha. O morador, que era pescador e bastante conhecido na cidade, faleceu na manhã desta quarta-feira (5) após aguardar por quase dois dias uma vaga de transferência para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, onde receberia atendimento especializado para um quadro de infarto.
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Segundo os familiares, Natanael foi levado ao Pronto Atendimento de Penha na madrugada de segunda-feira (3) com sintomas graves. Eles afirmam que o paciente apresentava um problema vascular agravado — uma veia que “já vinha se rompendo há algum tempo” — e não foi devidamente avaliado nem transferido a tempo. “Um homem trabalhador, de bem, sempre dedicado à sua família, e hoje estamos vivendo o luto pela falta de atendimento e descaso das autoridades de saúde”, declarou um familiar, que pede justiça e que situações como essa não se repitam.
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Em nota, a Prefeitura de Penha informou: “O paciente foi atendido pela equipe médica do Pronto Atendimento 24h, onde foram realizados os exames complementares necessários, incluindo eletrocardiograma, mantendo-se o paciente sob monitoramento contínuo. Às 6:25h da terça-feira, 4, a equipe técnica do Pronto Atendimento protocolou solicitação formal de internação junto ao Hospital Marista Konder Bornhausen, conforme avaliação médica e necessidade de continuidade do cuidado hospitalar. Às 8:33h, o referido hospital respondeu negativamente à solicitação, alegando indisponibilidade de leito para o recebimento do paciente, o que resultou em sua manutenção em regime de observação no Pronto Atendimento. Durante todo o período de espera, o paciente permaneceu monitorado pela equipe multiprofissional, com reavaliações clínicas periódicas e realização seriada de eletrocardiogramas, visando garantir a estabilidade clínica e a segurança do atendimento. Neste período, a equipe do Pronto Atendimento também manteve contato constante com o Hospital atualizando o quadro clinico do paciente e insistindo na liberação da vaga. Da mesma forma, por diversas vezes, o Pronto Atendimento de Penha solicitou apoio pela equipe do SAMU, que não pode proceder com o atendimento requisitado devido à negativa de vaga por parte do Hospital Marieta Konder Bornhausen”.
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O caso levanta novamente o debate sobre a deficiência na rede de regulação hospitalar da região e a carência de leitos especializados, especialmente para casos de urgência. A família pede justiça e cobra providências para que outras vidas não sejam perdidas pela demora no atendimento.