Moradora de Penha denuncia Unidade Básica de Saúde após atendimento de enfermeira e médico diante de AVC


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Uma moradora de Penha denunciou atendimento na Unidade Básica de Saúde do Gravatá após procurar ajuda médica e, posteriormente, ser diagnosticada com AVC, havendo falhas na condução do caso tanto no atendimento inicial quanto no retorno à unidade.
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A paciente afirma que buscou atendimento após apresentar paralisia facial e pressão elevada, mas foi liberada sem medicação. Durante o deslocamento, o quadro se agravou, sendo necessário atendimento em outro município, onde o AVC foi confirmado. Ao retornar à UBS com orientação médica para acompanhamento, relata ter enfrentado dificuldades para ser atendida.
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Ela detalhou ao Penha Online como tudo aconteceu:
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“Eu estive no médico na terça-feira passada com paralisia de Bell confirmada no Marieta e meu rosto está paralisado. Eu fui atendida de consulta de emergência e o doutor falou comigo e me liberou com 17 por 11 de pressão, sem nenhuma medicação. Minha filha estava me levando para Barra Velha para ficar com ela porque eu não podia ficar sozinha. A caminho passamos no PA de Penha também, a conduta não foi adequada, queriam me dar dipirona. No Marieta já estavam me dando até morfina, eu estava com muita dor, aí eu me recusei. Mesmo assim, foi aplicado dipirona e cetoprofeno, só que eu não quis ficar fazendo seriado, eletrocardiograma, porque eu sentia que o problema estava na minha cabeça, a dor era muito forte. Daí, a caminho de Barra Velha eu piorei. Minha pressão de 17 por 11 foi para 20 por 13 e eu fui de ambulância para o Hospital de Jaraguá e foi confirmado um AVC, por causa da pressão. Que tanto ali no postinho quanto no P.A. não fui medicada para isso. E lá no P.A., como eu saí, eles colocaram como evasão. Hoje, procurando o posto de saúde com orientação do médico neurologista de Jaraguá, a enfermeira me maltratou muito e não passou com o médico. Disse que não tinha histórico, não tem nada no sistema, que contava só evasão do hospital. Foi extremamente grosseira. Eu tive uma crise nervosa muito grande, não deixou eu passar com o médico e eu saí de lá com a pressão 18 por 12. Estou na minha casa, não estou bem e eu quero denunciar, porque essa mulher não pode atender mais ninguém e vou entrar com uma ação contra o doutor, o sistema de saúde aqui. Eu preciso falar com o secretário, não sei com quem eu tenho que falar, mas o meu quadro não é bom, eu preciso de fonoaudióloga, fisioterapia, psicólogo, exames laboratoriais e ela colocou ali como eu evadi diante de uma crise que eu estava e eles não me atenderam. Só um enfermeiro, Josimar, me abraçou, me ajudou a ir até o carro”.
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A paciente afirma ainda que recebeu apenas um cartão de controle de pressão e orientação para aguardar agendamento, mesmo com quadro delicado após alta hospitalar. Ela pede providências para garantir acompanhamento adequado e um tratamento digno.
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O Penha Online levou o caso à Prefeitura de Penha, mas não houve retorno até o momento desta publicação. A nota oficial do município veio no dia seguinte à publicação, às 9h da manhã. Segue abaixo, na íntegra.
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“A Secretaria Municipal de Saúde vem a público prestar esclarecimentos acerca do atendimento prestado à paciente ao longo do período de 20 de fevereiro a 31 de março de 2026, diante de registros assistenciais e questionamentos recentes. Conforme prontuário, a paciente procurou atendimento em diferentes ocasiões relatando sintomas como dor torácica, dispneia, cefaleia e alterações neurológicas. Em todas as oportunidades, foram adotados os protocolos clínicos indicados, com realização de exames laboratoriais, eletrocardiogramas (ECG), dosagem de troponina e avaliações médicas seriadas. No dia 27 de março, após investigação clínica e exclusão de evento neurológico central, o quadro foi compatível com paralisia facial periférica (Paralisia de Bell), sendo a paciente devidamente orientada e liberada..
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Em 29 de março, diante da evolução do quadro com piora neurológica e cefaleia intensa, a equipe assistencial adotou as medidas necessárias, incluindo solicitação de exames complementares, acionamento da regulação (NIR), contato com equipe de suporte avançado e posterior transferência via SAMU para unidade hospitalar de maior complexidade, com hipótese diagnóstica de Acidente Vascular Cerebral (AVC), conforme avaliação clínica. Ressalta-se ainda que, após a transferência, foi realizada avaliação médica no Hospital Marieta, com análise de exame de tomografia computadorizada de crânio, a qual não evidenciou alterações agudas. No dia 31 de março, a paciente retornou a buscar atendimento, sendo novamente acolhida pela equipe de saúde. Na ocasião, recusou a medicação analgésica proposta e manifestou desejo de deixar a unidade para procurar outro serviço por meios próprios, sendo registrada sua saída por evasão antes da conclusão da reavaliação médica.
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A Secretaria Municipal de Saúde reforça que todos os atendimentos foram realizados em conformidade com os protocolos técnicos vigentes, com adoção das medidas cabíveis conforme a evolução clínica apresentada, prezando pela segurança e assistência adequada à paciente. Por fim, reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade assistencial e a qualidade dos serviços prestados à população, permanecendo à disposição para esclarecimentos adicionais.”