Corpo de Bombeiros Militar alerta para aumento atípico de enxames de abelhas no outono
O aumento no número de enxames de abelhas em áreas urbanas tem chamado a atenção do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina nas últimas semanas. Mesmo durante o outono, período em que normalmente a atividade desses insetos tende a diminuir, as ocorrências seguem frequentes em cidades da Grande Florianópolis.
De acordo com o CBMSC, somente em 2026 já foram registradas 1.194 ocorrências envolvendo abelhas em todo o estado, média de nove atendimentos por dia. Apenas neste mês de maio, a região da Grande Florianópolis contabilizou 33 chamados, cerca de quatro ocorrências diárias.
Entre os casos recentes estão situações registradas em Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu.
Em uma escola da capital, estudantes precisaram ser orientados a se afastar do beiral do telhado após a presença de um enxame. Já em uma praça de São José, uma quadra esportiva foi isolada até a chegada de uma apicultora durante a noite.
Outro caso chamou atenção em Palhoça, no bairro Brejaru, onde uma motorista parou o carro após perceber a presença das abelhas. Mesmo com o veículo em movimento, os insetos permaneceram na porta do automóvel, sendo necessária a intervenção dos bombeiros.
Segundo o major Rodrigo Basílio, do CBMSC, o comportamento das abelhas está ligado às condições climáticas e não necessariamente à estação do ano.
“Com dias quentes fora de época, as colônias continuam ativas e os enxames seguem em deslocamento”, explicou o oficial.
A maior parte das ocorrências envolve os chamados “enxames de passagem”, quando as abelhas fazem uma parada temporária durante a migração em busca de um novo local para instalação. Nesses casos, geralmente não há colmeia fixa e os insetos costumam deixar o local espontaneamente em poucos dias.
Os registros recentes ocorreram em bairros como Saco Grande, Vila Nova, Jurerê Internacional, Costeira e Carianos, em Florianópolis; Praia de Fora, Brejaru e Pinheira, em Palhoça; Potecas, em São José; e Vendaval, em Biguaçu.
Em Biguaçu, um enxame foi localizado no caibro do telhado de um mercado, e a orientação da guarnição foi aguardar até três dias para a migração natural das abelhas. Situação semelhante foi registrada na Praia de Fora, em Palhoça.
Já em duas escolas de Florianópolis, os bombeiros identificaram enxames instalados próximos ao telhado e recomendaram a contratação de apicultores para a remoção adequada.
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao encontrar um enxame, a população mantenha distância e evite qualquer tipo de perturbação nos insetos.
Em casos de ataque, a recomendação é manter a calma, evitar movimentos bruscos, cobrir rosto e pescoço, procurar abrigo em locais fechados e nunca entrar em rios ou piscinas, já que as abelhas podem permanecer sobrevoando a água por vários minutos.
Para acionar o CBMSC, o cidadão deve ligar para o telefone 193 e informar o endereço da ocorrência, o tipo de inseto, a localização exata do enxame e, se possível, encaminhar fotos ou vídeos.
Em caso de ferroadas, os bombeiros orientam retirar os ferrões raspando com um objeto rígido, lavar o local com água e sabão e aplicar compressas frias. Pessoas alérgicas ou vítimas de múltiplas picadas devem procurar atendimento médico imediatamente, especialmente diante de sintomas como dificuldade para respirar, tontura ou inchaço na garganta.
Imagem: CBMSC

