Paciente de Unidade Básica de Saúde de Penha reclama do atendimento
Um paciente da Unidade Básica de Saúde do Mariscal, em Penha, procurou o Penha Online para relatar insatisfação com o atendimento prestado na unidade. Segundo ele, pacientes que buscam consulta por demanda espontânea precisam passar por uma avaliação inicial do enfermeiro e, em alguns casos, acabam deixando o local sem atendimento médico.
.
“Bom dia. Quero relatar o que aconteceu no posto de saúde do Mariscal. Todas as pessoas que vão para ser atendidas com médico de apoio precisam provar primeiro para o enfermeiro que estão passando mal. Caso o enfermeiro não acredite, ele despacha a pessoa com vários tipos de desculpas diferentes. Chega a ser humilhante você ter que provar que está passando mal para poder ser atendido. Eles não se importam nem um pouco em te descartar dali o mais rápido possível. Fui esses dias no posto do Mariscal e cheguei era 11 horas. O enfermeiro disse que era para eu ir para o PA porque não tinha mais consulta com a médica, sendo que o postinho estava vazio e a médica iria embora somente às 13 horas. No máximo que levaria a consulta seria 15 minutos. O caso é que devemos provar para o enfermeiro que estamos passando mal e, se não conseguir convencer ele, te despacha. O postinho do Mariscal está de parabéns por não dar serviço para os médicos, porque ele despacha todo mundo que vai. A não ser que chegue morrendo, daí vai dele decidir se merece ser atendido ou não”, desabafou.
.
Questionada pelo Penha Online acerca da situação, a Secretaria de Saúde de Penha emitiu a nota: “Todas as Unidades de Saúde de Penha dispõem de médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) responsáveis pelas consultas programadas dos grupos prioritários, além de médico destinado ao atendimento da demanda espontânea para casos que necessitem de avaliação no mesmo dia, conforme classificação realizada pelo enfermeiro durante o acolhimento. O acolhimento na Atenção Primária à Saúde tem como finalidade realizar a escuta qualificada, identificar as necessidades do usuário e avaliar o grau de risco e vulnerabilidade, em conformidade com os protocolos do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). Durante esse processo, são registradas a queixa principal e, quando indicado, verificados os sinais vitais, subsidiando a definição da prioridade do atendimento e da conduta mais adequada, em consonância com os princípios da integralidade, equidade e resolutividade da Atenção Primária à Saúde”.

