Águas-vivas surgem em praia de Penha; banhista deixa alerta a outros visitantes


PUBLICIDADE

Uma banhista que frequentava a Praia da Fortaleza, em Penha, na tarde desta quinta-feira (20), se deparou com uma água-viva.  “Deixo aqui um alerta aos banhistas para a presença de água-viva na Praia da Fortaleza”, disse ela, em aviso aos demais banhistas.
.
A presença de águas-vivas na orla costuma estar ligada a fatores físicos e ecológicos, como ventos e correntes superficiais que aproximam águas do mar aberto para a costa e mudança na temperatura das águas. Em algumas ocasiões, massas de águas-vivas são trazidas para a praia após dias de ventos persistentes de um mesmo quadrante.  Mesmo quando aparentam estar “mortas” ou encalhadas, as águas-vivas mantêm tentáculos com células urticantes capazes de liberar toxinas, portanto o contato direto (pisar, tocar com as mãos) pode provocar queimaduras, dor intensa e, em casos raros, reações sistêmicas mais graves. Além disso, quando há muitas águas-vivas no mar ou na areia, o risco de múltiplas vítimas aumenta, sobretudo entre crianças.
.
Em caso de contato, saia do mar imediatamente e mantenha a calma; peça ajuda a um guarda-vidas ou a quem estiver por perto. Lave abundantemente a área atingida com água do mar para remover tentáculos soltos. Não use água doce: ela pode ativar elementos dos organismo e piorar a dor. Se houver disponível, aplique vinagre sobre a área por alguns minutos. Remova tentáculos que permaneçam aderidos com pinça ou luva, sem esfregar a área; jamais esfregue com toalha ou areia.Em caso de sintomas intensos (dificuldade para respirar, desmaio, vômito persistente, dor torácica, arritmias, sinais de choque), é necessário atendimento médico de urgência imediatamente.