Bullying e banheiro somente no intervalo: Educação se esquiva de responder indagações de pais de estudantes de escolas estaduais em Penha
Pais e responsáveis por alunos de escolas estaduais em Penha têm denunciado situações graves de negligência dentro das unidades de ensino. Entre os relatos estão casos de bullying não investigados e restrições ao acesso a banheiros durante o período de aula, medidas que, segundo as famílias, colocam em risco o bem-estar físico e emocional dos estudantes. Os casos chegaram ao Penha Online nos dias 19 e 26 de setembro, respectivamente. Os dois questionamentos foram enviados à Secretaria de Educação de Santa Catarina, que recebeu as indagações e ficou de verificar tais demandas; contudo, não deu retorno oficial até a noite desta sexta-feira (3).
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“Sou tia de uma menina autista que estuda no Antônio Rocha Andrade. Desde o início do ano, ela vem sofrendo bullying por uma aluna da sala dela. A escola já foi informada diversas vezes. A psicóloga dela já fez denúncia para o Conselho Tutelar, que foi até a unidade escolar. Porém, os episódios continuam acontecendo, e professores vêm presenciando o ocorrido, mas nenhuma atitude é tomada. Hoje, mais uma vez, ela passou por mais um episódio de bullying. Saiu da escola em crise, desmaiou na rua, machucou a mão. Tem relato do segundo professor dizendo que viu ela chorando. E a escola não toma nenhuma atitude”, relatou ao Penha Online a tia de uma aluna do 7º ano.
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Outra situação vem ocorrendo na Escola Manoel Henrique de Assis: segundo denunciado ao Penha Online por uma mãe de estudantes desta unidade de ensino. “Envio essa foto de portão com grade que a direção atual está colocando nos banheiros de uso dos alunos e proibindo que os alunos usem, só liberando no intervalo. Sendo que nem porta os banheiros têm! O dinheiro que estão colocando nas grades é o dinheiro das rifas que foram criadas com o objetivo de colocar central de ar. Gostaríamos, se possível, da sua ajuda para divulgar e apurar o que está acontecendo com essa escola, que está decaindo em muitos quesitos este ano”, solicita a mãe, indignada com a situação vivenciada por seus filhos.
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O espaço segue aberto para a Secretaria de Educação se pronunciar. ATUALIZAÇÃO: após a publicação, o diretor da escola, Leandro Tomaz, entrou em contato com o Penha Online e fez a seguinte afirmação: “a tia da aluna em questão é alguém que não conhece a escola e não sabe do trabalho sério que é desenvolvido aqui. Não posso passar detalhes, mas as verdadeiras responsáveis estiveram na escola e os fatos foram esclarecidos. As responsáveis inclusive nos relataram que essa pessoa que entrou em contato com você, o fez sem o consentimento delas”.

