Bullying e omissão: mãe denuncia situação crítica vivida por sua filha em escola municipal de Penha
Uma mãe desesperada denunciou ao Penha Online, a falta de apoio diante da situação crítica vivida por sua filha de 13 anos na Escola João Batista Da Cruz, em Penha. A adolescente, vítima constante de bullying desde o início do ano letivo, tem sofrido ataques psicológicos e ameaças de agressão, chegando ao ponto de entrar em pânico e se recusar a frequentar as aulas. A mãe conta que, apesar das tentativas da família de buscar soluções junto à escola e ao Conselho Tutelar, o que encontrou foi a omissão dessas autoridades, o que agrava ainda mais o sofrimento da estudante e aumenta o risco de consequências ainda mais graves..
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“Estou com um problema sério com ela na escola. Desde o início do ano tenho conversado com a escola e solicitado providências quanto ao bullying que minha filha sofre. Ela tem 13 anos e está no oitavo ano. No meio do ano roubaram o celular dentro da escola. Agora ela não consegue imaginar em ir pra escola. Há mais de 10 dias que entra em pânico. Começa a chorar, tem falado direto em se matar. Tudo por causa do bullying sofrido por conta dos adolescentes da turma dela. Já tentei várias conversas com a escola sem ter uma solução ou resposta. Tentei o conselho tutelar, porém também ainda sem resposta. Perante a lei federal sobre o bullying, a escola é obrigada a evitar e não ser conivente com essas atitudes. Porém, nesses 8 meses de ano letivo, ela sofre diariamente xingamentos sobre o corpo e também psicológicos. Ameaças de sofrer agressão física, sendo que sofre ataque psicológico todos os dias de aula. O pior de tudo, uma pessoa da diretoria foi até a sala de aula, falou o nome dela e perguntou que bullying estavam fazendo com ela. Isso é contra a lei, pois não pode ser divulgado o nome de qualquer pessoa, quanto mais de uma criança. Estou entrando em contato, pois a situação está se tornando insustentável e tenho medo que minha filha cumpra as ameaças e tente contra a própria vida. Sei de outras adolescentes que também estão sofrendo esses ataques psicológicos dentro da escola e a única coisa que se escuta é ‘você não pensa em trocar ela de escola mãe?’. A escola é a 100 metros da minha casa, ao lado do meu trabalho. Talvez se você se envolver, a escola acorde e tome uma atitude, pois ela está perdendo aula e, ainda por cima, tendo que ser medicada por conta de adolescentes que não sabem o mal que estão causando. Então lhe peço essa ajuda como uma mãe desesperada”, desabafou a mãe ao Penha Online.
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O caso foi levado à Prefeitura de Penha no dia 26 de setembro, mas não houve respostas até a manhã deste domingo (5). A situação expõe a gravidade do bullying e a urgência de medidas efetivas por parte do poder público e dos órgãos responsáveis, que deveriam ter um papel fundamental no acolhimento de jovens vítimas desse tipo de violência. Mais do que oferecer respostas pontuais, é necessário investir em iniciativas de conscientização e prevenção dentro do ambiente escolar para garantir que os alunos tenham segurança, apoio psicológico e respeito.
Imagem: Freepik / ilustrativa

