CAPS de Penha volta a ser alvo de reclamação
Uma paciente do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Penha procurou o Penha Online para relatar problemas que vêm afetando o atendimento na unidade. A principal reclamação é a permanência frequente de pessoas em situação de rua nas dependências externas do local, o que estaria comprometendo o ambiente destinado aos pacientes.
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“Tem algo muito triste acontecendo no CAPS. Sou paciente e tem sido muito ruim chegar para os atendimentos e ver a situação que está lá. Tem 4 moradores de rua direto lá. Quando chega noite vêm mais pessoas e passam a noite toda bebendo e usando drogas. Uma vizinha comentou que tem um casal que tem relações ali no meio de todos, inclusive a mulher está gestante. Ontem à tarde o CREAS passou lá e levou alguns para o Ginásio para dormir num abrigo improvisado que só abriu 1 dia. Hoje cedo levaram novamente para o CAPS, como se lá o pessoal pudesse fazer alguma coisa. Uns foram encaminhados para clínicas muitas vezes, mas não ficam para o tratamento. Tem um que ficou 1 dia só, pois se recusa a ir e ter que trabalhar. A moça da limpeza passa o dia todo tentando deixar limpo, o que é impossível porque eles fazem muita sujeira. O cheiro de urina e fezes é insuportável. Mesmo o pessoal limpando, ainda é extremamente forte. Sinceramente, não sei como ainda estão aguentando. Tem alguns que não têm condições de saúde para ir para recuperação, estão doentes, são idosos e precisariam de uma internação hospitalar. Vão no PA e na UBS e são liberados para a rua novamente, como se estivessem saudáveis. Muitos vêm e voltam de clínicas e nem são mais aceitos nas que tem por aqui. A situação está extrema e não é feito nada para resolver definitivamente a situação dessas pessoas. É desumano ver a situação. Foi embora o sossego que era no CAPS, que seria necessário por causa das consultas. Quando chegamos lá é sempre um caos agora, porque eles se alojaram e simplesmente não têm respeito algum pelo pessoal que vem para atendimento e nem pelas pessoas que trabalham lá. Fica aqui registrada minha indignação e tristeza por essa situação. Sei que algumas pessoas simplesmente não querem ajuda, mas ficarem em lugares públicos fazendo sujeira, algazarra, usando drogas e bebida podem, como se as pessoas fossem obrigadas a aturar isso. E sei que não é só no CAPS, é na cidade toda. A situação está cada vez mais grave”, desabafou a denunciante.
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A paciente pede que o poder público adote medidas para garantir o acolhimento apropriado das pessoas em situação de rua e, ao mesmo tempo, preserve as condições de atendimento no CAPS, assegurando um ambiente adequado para pacientes e profissionais que utilizam diariamente a unidade.
Imagem: Penha Online / arquivo / ilustrativa

