Caravelas-portuguesas surgem em grande quantidade em praias de Penha


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Banhistas de Penha, que frequentaram a Praia de Armação neste sábado (7) tiveram uma surpresa: a presença de caravelas-portuguesas. Os organismos surgiram junto à faixa de areia, espantando a todos. “Seria legal fazer um alerta, na Praia da Armação está lotada de água viva caravela. Em questão de 5 minutos vimos seis na água, bem próximo à beirada. Os rapazes aqui tão tirando as que chegam próximo, mas os tentáculos são enormes, tá muito perigoso entrar na água. Essas são duas que tiraram agora”, disse uma banhista ao Penha Online.
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O alerta fica principalmente em relação às crianças, as que mais se interessam pelo belo, mas perigoso, aspecto desses animais. Apesar dessa aparência de cores vivas e intrigantes, a caravela possui toxina que a um simples toque, dentro ou fora da água, podem causar sérias queimaduras. De acordo com oceanógrafos e biólogos, as caravelas, de nome científico Physalia physalis, representam uma colônia de indivíduos, ou seja, é um animal, mas existem vários organismos conectados. Elas são um tipo de zooplâncton, ou seja, são animais marinhos que vivem na interface entre o ar e o mar – meio no mar e meio no ar. Embora pareçam, as caravelas não são águas-vivas. Quem avistá-las, depois de alertar as pessoas próximas, deve comunicar os guarda-vidas, que em geral sinalizam com bandeira lilás os locais onde elas são avistadas. O que fazer em caso de queimadura por caravela-portuguesa?
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– Nunca lave com água doce. Isso pode ativar ainda mais o veneno;
– Remova, com cuidado, partes dos tentáculos que possam ter ficado presos na pele;
– Para inativar o veneno lave com soro fisiológico e/ou imersão da lesão em ácido acético a 5% (vinagre) ou álcool isopropílico a 70%, durante 15 a 30 minutos;
– Se não tiver nada disso, melhor lavar com água do mar;
– Coloque compressas frias por 5 a 10 minutos, isso ajuda a diminuir a dor;
– Cuide para não deixar cair água doce no local.