[VÍDEO] Caso de duplo homicídio em Balneário Piçarras tem sigilo encerrado e avança com sentença de pronúncia
O caso do duplo homicídio registrado em Balneário Piçarras teve um novo avanço na Justiça nesta semana. O sigilo do processo foi encerrado e a ação passou a tramitar de forma pública, já que a fase investigativa já foi superada. Além disso, o acusado foi pronunciado, ou seja, a Justiça entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão também manteve a prisão preventiva do réu. A defesa chegou a apresentar embargos de declaração, alegando omissões na sentença, mas o pedido foi negado pela Justiça, que considerou que não havia irregularidades a serem corrigidas na decisão anterior.
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O crime ocorreu na tarde de 1º de julho de 2025, por volta das 16:10h, dentro de uma imobiliária na Avenida Emanuel Pinto. As vítimas, Davi Luiz Leite e Tiago Adolfo, foram ao local cobrar uma suposta dívida, momento em que foram baleadas e morreram ainda no local. Após os disparos, o suspeito se entregou à polícia e foi levado à Central de Plantão Policial de Itajaí. Com a sentença de pronúncia, o próximo passo será o julgamento pelo Tribunal do Júri, onde o réu deverá responder formalmente pelas acusações.
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Diante da evolução do processo, o Piçarras Online ouviu A Dra. Samantha de Andrade, advogada que atua na assistência de acusação, representando a família do Thiago Adolfo, uma das vítimas fatais. Confira sua nota abaixo:
“A defesa da família de Thiago Adolfo, por intermédio de sua assistente de acusação, Dra. Samantha de Andrade, diante da recente publicidade dos autos e da prolação da sentença de pronúncia, vem a público esclarecer:
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A Justiça de Balneário Piçarras reconheceu a materialidade dos crimes e os indícios suficientes de autoria, determinando que o acusado Ralf Júnior Dombek Manke seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele responderá por duplo homicídio consumado triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de uso restrito), além do crime de porte ilegal de arma de fogo.
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A defesa da vítima reafirma que as provas técnicas e testemunhais colhidas sob o crivo do contraditório desconstroem a “absurda e desconectada” tese de legítima defesa sustentada pelo réu. Thiago Adolfo foi executado brutalmente com 08 disparos de arma de fogo em regiões vitais. O cenário pericial descreve um ambiente confinado onde as vítimas, que estavam desarmadas, foram encurraladas sem qualquer chance de reação.
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Considerando a gravidade concreta do delito e o modus operandi — descrito pelo Judiciário como de “severa agressividade” e “total ausência de alteridade” —, a prisão preventiva do acusado foi mantida. O Poder Judiciário têm reiteradamente negado pedidos de liberdade, entendendo que a segregação é indispensável para a garantia da ordem pública.
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A família de Thiago Adolfo, através de sua representação jurídica, repudia as tentativas da defesa do réu de macular a memória da vítima para justificar um ato bárbaro. Thiago era uma pessoa de boa convivência, sem histórico de agressividade nos seus círculos sociais e familiares.
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Com o encerramento da primeira fase processual e a confirmação de que o caso irá a Júri Popular, a assistência de acusação segue vigilante para que o Conselho de Sentença possa aplicar a lei com rigor, trazendo o alento da justiça às famílias enlutadas.
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Balneário Piçarras, 16.04.2026
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SAMANTHA DE ANDRADE
OAB/SC 30.202″
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Confira no vídeo abaixo, imagens registradas no dia do crime.
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Imagem: Penha Online / arquivo / ilustrativa

