[VÍDEO] Filha em desespero pede continuidade de tratamento psiquiátrico para pai agressivo


PUBLICIDADE

Uma moradora de Penha está vivendo um drama familiar marcado por medo, instabilidade e um clamor por ajuda das autoridades. Desesperada, ela pede a continuidade do tratamento psiquiátrico do pai, que está internado temporariamente no Instituto de Psiquiatria de São José (IPQ), após episódios de agressividade e risco à população. Segundo a filha, ele deve receber alta nos próximos dias, sem encaminhamento para uma casa de apoio ou continuidade do tratamento, o que pode colocar sua vida e a de outras pessoas em perigo.
.
“O meu pai tem um laudo dele. Ele não é suicida. O problema é o lado maníaco, da psicologia ali, ele é bem agressivo. Há um ano e pouco atrás, ele foi denunciado pela Segurança Pública. O Komprão denunciou ele pela Segurança Pública. Porque ele tava no estacionamento coagindo as pessoas com uma faca. O meu pai já tá como morador de rua. Então, a Assistência Social, o Komprão muito forte, começaram a cair em cima dele. Quando eu vi, a Assistência Social tava aqui no meu portão. E daí eu não neguei nenhum tipo de ajuda. Eu falei, expliquei da situação do meu pai. No final, foi um ano e pouco se arrastando nisso. Semana passada, ele entrou num velório ali em Piçarras, colocou todo mundo pra rua, ameaçando, quebrando banco. Chamaram a guarda municipal e os guardas pararam aqui no meu portão. Levaram o pai, consegui fazer a internação com muito sacrifício. Nenhum momento a Penha nada. Olha, com muito sacrifício, levaram o meu pai lá pro Instituto de Psiquiatria(IPQ). O pai tá internado lá. No IPQ ele fica só 15 dias, não pode ficar mais do que isso. E depois eles vão mandar embora? Como é que vai ficar?”, questiona a filha.
.
O Penha Online apurou não tratar-se de um caso da Assistência Social, mas sim da Saúde, e conversou o secretário Nestor. O secretário explicou que a vaga do IPQ é solicitada pelo Sistema de Regulação do Estado de SC, que por sua vez fornece uma vaga através de um convênio. Nestor ficou de avaliar o caso, mas acredita que a tramitação já esteja em andamento entre o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) do município e o IPQ.
.
Apesar da posição do CAPS, a situação ainda não teve um desfecho favorável para a família. “Pra isso acontecer, a moça da assistência social do CAPS falou pra mim que eu tinha que ir lá em Florianópolis conseguir um laudo psiquiátrico. Esse laudo psiquiátrico, onde o psiquiatra fala a situação dele. Fui 4:30h manhã. Cheguei lá, tava a Assistência Social do IPQ, tava o pessoal da Ouvidoria, todos lá. Eles falaram assim: ‘o que que tá acontecendo aqui? Por que que Penha não entrou ainda num processo jurídico pra conseguir uma casa de passagem pra ele? Uma casa de apoio?’ Tá como um descaso. Só quem pode fazer isso é o CAPS do meu município. Porque o CAPS tem que fazer uma petição jurídica. E eles estão só enrolando, eles não querem fazer. Porque logo dá os quinze dias, eles soltam o meu pai e fica por isso mesmo”, relata a mulher.
.
Diante do impasse, a filha faz um apelo às autoridades competentes: “Até quando? Meu pai esta prestes a sair de lá. Colocando a vida dele e de outras pessoas em risco. Preciso, necessito de ajuda”. O caso expõe a fragilidade no acolhimento e encaminhamento de pacientes psiquiátricos em situação de vulnerabilidade, e reacende o debate sobre a responsabilidade das redes públicas de saúde mental e assistência social. A filha pede que o caso não seja ignorado e que uma solução definitiva seja encontrada antes que tragédias maiores aconteçam. Confira o vídeo a seguir.
.