II Congresso Catarinense de Educação Infantil transforma o cotidiano em território de aprendizagem em Navegantes
Falar sobre infância é, também, aprender a escutar aquilo que nem sempre é dito em palavras. Gestos, brincadeiras, movimentos, silêncios, desenhos e descobertas fazem parte das muitas maneiras pelas quais as crianças conhecem e se relacionam com o mundo. Foi a partir desse olhar que o II Congresso Catarinense de Educação Infantil – O Ser Criança reuniu educadores e especialistas, nesta sexta-feira (18), em Navegantes, para um dia de formação, reflexão e troca de experiências.
Realizado no Auditório Igreja Embaixada, o congresso reuniu mais de 300 participantes, entre profissionais da Rede Municipal de Ensino de Navegantes e educadores de outras redes municipais de 30 municípios catarinenses, ampliando o espaço de diálogo e compartilhamento de experiências sobre a Educação Infantil.
O Congresso teve como tema “As Linguagens da Infância – Currículo em Transformação: o cotidiano como território das aprendizagens” e colocou no centro do debate os modos de ser, aprender e se expressar das crianças.
A programação reuniu nomes reconhecidos na área da Educação Infantil e abordou questões presentes no cotidiano de professores, gestores e demais profissionais que atuam com bebês e crianças pequenas. Entre os temas discutidos estiveram as infâncias plurais, as múltiplas linguagens, as práticas docentes, o planejamento pedagógico, a formação de professores e as primeiras aprendizagens.
A abertura contou com a participação de Israel Boniek e da secretária municipal de Educação de Navegantes, Ana Paula Rudolf.
Ao longo do dia, Ana Paula Pamplona falou sobre “Infâncias plurais, linguagens plurais e potência da pré-escola”; Ana Paula Rudolf abordou “Transformando as práticas docentes na Educação Infantil”; Israel Boniek tratou de “Planejamento e cotidiano – construindo contextos de aprendizagem”; Aluah Bianchi discutiu o trabalho da coordenação pedagógica, relacionando as cem linguagens da infância às múltiplas linguagens da formação docente; e Leila Oliveira abordou “As linguagens dos bebês e a construção das primeiras aprendizagens”.
A professora Lilian Gomes Ribeiro, do CMEI Bruce Kay, destacou a contribuição do congresso para a construção da proposta curricular do município e ressaltou a importância de aproximar a reflexão teórica da realidade vivida nas unidades de Educação Infantil.
“O tema do congresso dialoga diretamente com aquilo que vivemos no cotidiano da Educação Infantil. Falar sobre as linguagens das crianças e sobre o cotidiano como território de aprendizagem nos provoca a olhar para as nossas práticas com mais atenção e sensibilidade”, afirmou.
Mais do que apresentar conceitos e metodologias, o encontro propôs uma reflexão sobre o lugar ocupado pela criança nos processos educativos. A ideia de que o cotidiano também é espaço de aprendizagem atravessou as discussões e reforçou a importância de práticas pedagógicas atentas às singularidades, aos interesses e às diferentes formas de expressão das crianças.
Para a secretária municipal de Educação, Ana Paula Rudolf, o congresso foi uma oportunidade de aproximar conhecimento, experiência e sensibilidade.
“Este congresso representou um movimento importante de ressignificação das práticas da nossa rede de ensino e, sobretudo, de abertura para o diálogo com as redes que nos visitaram. Quando reunimos diferentes olhares, experiências e formas de compreender a infância, ampliamos também as possibilidades de fazer uma Educação Infantil mais sensível, mais significativa e conectada às necessidades das crianças. Foi um dia de muita aprendizagem, mas também de reconhecimento daquilo que já construímos e de reflexão sobre os caminhos que ainda podemos percorrer juntos”, finalizou a secretária municipal de Educação.
Imagem: Prefeitura de Navegantes

