Laudo aponta a necessidade de manejo de figueira que ameaça estrutura do Paço Municipal de Barra Velha
Um laudo Técnico de Engenharia acendeu o alerta sobre os riscos estruturais e sanitários causados por uma figueira de grande porte localizada no estacionamento do Paço Municipal. O documento fundamenta o processo digital nº 18727/2026, no qual a Secretaria Municipal de Administração (SEMA) solicita autorização para corte de árvore à Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA).
De acordo com a perícia realizada na edificação, a invasão das raízes da árvore na rede de esgoto é classificada como um “processo progressivo e de difícil reversão”.
A omissão diante do problema tende a agravar severamente o cenário atual, podendo ocasionar danos graves e de alto custo para os cofres públicos. Entre as principais ameaças listadas no relatório estão o rompimento definitivo de conexões e juntas da rede subterrânea, o extravasamento de esgoto bruto — com sérios riscos à saúde pública e ao meio ambiente — e, de forma mais crítica, o risco de comprometimento das fundações estruturais do próprio prédio administrativo.
A análise detalhada da engenharia baseou-se em intervenções físicas realizadas no ramal de descarga do sistema predial (tubulações de 100mm). Durante os serviços de manutenção, foi necessária a remoção completa de bacias sanitárias para que se pudesse ter acesso ao interior dos canos. As inspeções registraram uma expressiva e densa intrusão de material radicular bloqueando o fluxo dos efluentes.
Embora uma desobstrução emergencial tenha sido realizada de forma corretiva e pontual por meio de tração manual e cabos de aço flexíveis, os profissionais foram categóricos na conclusão do laudo: é impossível assegurar que a causa do problema tenha sido eliminada devido à natureza do sistema radicular da figueira, a reincidência da obstrução é constante e iminente.
O parecer técnico, devidamente chancelado pela Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao CREA-SC, foi encaminhado à FUNDEMA que manifestou a sua não oposição diante da contundência dos riscos apontados, o fato da arvore ser exótica e a inexistência de vedação legal a seu corte.
Diante das informações, a administração municipal efetuou o corte da arvore, seguindo as recomendações da FUNDEMA, a fim de minimizar o prejuízo público e efetuar melhorias na rede hidrossanitária do paço municipal.
Imagem: Prefeitura de Barra Velha

