Mulheres de Barra Velha terão seminário específico sobre direitos e políticas públicas


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Um seminário específico sobre direitos e políticas públicas às mulheres vai marcar a implantação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher (CMDM) em Barra Velha. O anúncio foi feito pelo vice-prefeito de Barra Velha, professor Juliano Bernardes (PL) e também pela professora Elizabete Taminini, a Betinha, coordenadora do Movimento Mulheres que Inspiram (Movi), de Barra Velha.

Ambos participaram de reunião com o secretário José Idemar Trevisani, da Assistência Social, neste último dia 10 de junho, com a presença de integrantes do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) local, visando o alinhamento e a organização desse primeiro seminário.

Segundo Betinha Tamanini, a intenção é não apenas avançar na formação da nominata do conselho, mas também levar às mulheres de Barra Velha ações e atribuições específicas desse colegiado. Betinha, que é agente territorial do Instituto Araxá, de Itapema, integra o Ed Pop Mulheres, formação específica das mulheres em ações voltadas à defesa de direitos.

A professora garantiu a Juliano e Idemar a presença e parceria do Araxá, que é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter socioassistencial voltada ao assessoramento e defesa de direitos, nas ações do conselho, e também do Ministério das Mulheres, parceiro do Araxá em vários projetos que já ocorrem em Santa Catarina.

A formação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher foi aprovada em 12 de março pela Câmara de Vereadores de Barra Velha, por oito votos favoráveis. Na ocasião, foi instituído também o Fundo Municipal Especial dos Direitos da Mulher (FMEDM).

O conselho, segundo aponta Idemar, será o órgão colegiado de caráter permanente, deliberativo e consultivo, responsável por propor, acompanhar e fiscalizar políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de gênero e à defesa dos direitos das mulheres. A data e o local do seminário estão em fase de avaliação pelos organizadores.

De acordo com o projeto, o CMDM será formado por 16 membros titulares, oito deles representantes do poder público e oito da sociedade civil, além de suplentes, segundo detalham as ativistas como Cida Zonta e Lili Montibeller, do Movi. O mandato dos conselheiros será de dois anos.