Navegantes: professores denunciam supostas irregularidades no processo seletivo
Professores que participaram de um processo seletivo em Navegantes denunciam supostas irregularidades na condução das convocações e na falta de comunicação oficial aos candidatos. A reclamação está relacionada com a forma como os chamamentos para entrega de documentação teriam sido divulgados, sem aviso direto aos inscritos. Uma professora que participou do processo procurou o Navega Online e relatou que realizou a inscrição, pagou a taxa, fez a prova e ficou bem classificada, aguardando apenas o contato para encaminhamento da documentação. Segundo ela, o primeiro indício de problema surgiu quando o chamamento não foi enviado por e-mail aos candidatos.
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“Eu fiz inscrição para o processo seletivo, paguei, fiz a prova, fiquei bem colocada e estava esperando o e-mail para encaminhamento da documentação necessária para admissão. O primeiro indício de fraude é que não avisaram ninguém, apenas divulgaram no Diário Municipal um único chamamento, com vários cargos e um único horário para entrega de documentos. Minha data era 23/01, às 16h30. Eu fiquei sabendo porque estava acompanhando os e-mails diariamente e achei que estava demorando muito. Então, olhei o edital e vi no sábado de manhã que saiu esse chamamento sem avisarem ninguém. Às 8 horas da manhã de segunda-feira eu estava lá para tentar a minha vaga. Detalhe: tinham 30 vagas e, pela classificação, eu estava dentro. Disseram que as vagas já estavam todas preenchidas. Não tive oportunidade e nem um olhar humano. Sou de outro estado e me virei para conseguir toda a documentação para a segunda-feira. Importante constar que no edital dizia as formas de convocação e lá constava via e-mail: ‘No edital do processo no item 15.13. As convocações serão publicadas no diário oficial do município, no site da Prefeitura Municipal de Navegantes-SC e encaminhadas aos candidatos via e-mail’. Mas nenhum candidato recebeu e-mail de comunicação”, relatou.
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A professora também questiona um novo chamamento publicado posteriormente, no qual não aparece mais entre os classificados, apesar da boa colocação inicial. “Na segunda não tinha vaga. Hoje, adivinha? Lançaram um novo chamamento com mais cinco vagas, porém não consto nem na lista, porque precisei ir para o final da fila. Pagando, fazendo prova, ficando entre as primeiras vagas abertas, isso tem coisa errada”, desabafou. O caso expõe a necessidade de mais transparência e comunicação clara nos processos seletivos do poder público, garantindo que todos os candidatos sejam informados de forma adequada e tenham seus direitos respeitados conforme a classificação obtida.
Imagem: Freepik / ilustrativa

