[VÍDEO] Paciente do CAPS de Penha questiona atendimento na unidade de saúde
Uma paciente do CAPS de Penha questionou o atendimento recebido na unidade após procurar ajuda durante um episódio de surto. O caso gerou indignação pela conduta relatada no local. Ao chegar acompanhada à unidade, a paciente encontrou um aviso de reunião e não conseguiu atendimento imediato, mesmo em situação de crise. Diante do desespero, houve tentativa de contato com a equipe, mas, conforme a denúncia, o atendimento foi negado.
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A paciente procurou o Penha Online para denunciar a falta de acolhimento e relatou como tudo aconteceu:
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“Eu uso a carteirinha de deficiência oculta com o colar girassol a pedido da psiquiatra. Pois bem, na quinta-feira eu comecei a ter um surto e a Cecilia me levou no CAPS e lá tinha uma placa escrito que eles estavam em reunião. Porém, o ar condicionado estava ligado e a porta da sala de espera estava só o vidro fechado, a veneziana estava aberta. No desespero, a Cecilia começou a bater na janela onde estava o ar ligado e veio uma mulher dizendo que não tinha atendimento. A Cecilia insistiu em falar com a médica e teve uma negativa. Diante do meu descontrole, a Cecilia falou pra mulher ‘diz pra médica vir só olhar e chamar o SAMU pra ver o estado dela’ e a mulher muito mal educada e COMPLETAMENTE DESPREPARADA disse pra Cecilia me levar de Uber. Logo a Cecilia disse que não tem um pé de dinheiro visto que quinta ela ainda não tinha recebido. A mulher sacudiu os ombros e disse ‘não posso fazer nada’. Quando eu levantei a cabeça não pensei em mais nada eu fui pra cima da mulher agarrei ela pelos cabelos mesmo curto e dei uns cascudos e ela saiu correndo pra dentro gritando por socorro, que era pra chamar a polícia. Pra minha surpresa, o psicólogo que me atende estava no CAPS e veio até a porta. Nós achávamos que ele vinha falar comigo. No entanto, ele fez cara feia e foi apenas trancar a porta e dar as costas pra paciente dele. OMISSÃO DE SOCORRO. A Cecilia me levou no postinho da Armação onde todos estavam ocupados, inclusive o médico com paciente no consultório, e largaram tudo pra me atender. A Márcia, a Nilde, a secretária, o médico, vieram todos correndo me levar pra sala de acolhimento e recebi medicação intramuscular ficando ali até o remédio fazer efeito. A reunião não podia ser interrompida, inclusive o psicólogo foi até a porta trancar. Me viu em surto e não fez nada. Mas no postinho todo mundo largou tudo e foi me atender. Acho que o nome do doutor é Kaio. Eles foram maravilhosos comigo postinho da Armação com equipe preparada para qualquer situação”.
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Após a negativa de atendimento no CAPS, a paciente questiona a falta de acolhimento em uma situação de emergência. “A questão é: por que uma reunião não pode ser interrompida para atender uma emergência? Por que o meu psicólogo veio até a porta olhou pra mim e trancou a porta? E por que o postinho na outra rua que estavam todos com os seus afazeres, até o médico atendendo paciente, largaram tudo pra me socorrer? Qual a função do CAPS? E foi lá dentro que falaram que eu tinha que usar o cordão de deficiência oculta para ter meus direitos garantidos e justamente no CAPS eu não tenho. DEIXANDO BEM CLARO QUE A ÚNICA PESSOA PREPARADA E COMPETENTE É A DRA.LARISSA. Quero expor o nome de todos que negligenciaram e todos do postinho que me ajudaram”, completou.
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A situação gerou indignação na paciente e na acompanhante, que questionam a capacitação dos profissionais e cobram mais preparo e humanização no acolhimento de pacientes em situação de crise.
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O Penha Online levou o caso à Prefeitura de Penha e recebeu a seguinte resposta: “A Secretaria de Saúde vai apurar as condutas adotadas e tormar as medidas cabíveis contra o ato de agressão”. Confira imagens no vídeo abaixo.
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