Paciente do CAPS de Penha questiona longo tempo de espera por uma consulta
Pacientes do CAPS de Penha relam dificuldades e demora no agendamento de atendimento médico especializado. De acordo com o relato de uma das moradoras, ela tentou agendar uma consulta para o seu esposo, mas precisará aguardar mais de dois meses para ser atendida.
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“Semana passada fui ao CAPS com meu esposo à procura de um acolhimento com psiquiatra, pois o CAPS é para acolhimento de pessoas suicidas, com depressão e etc. Chegando lá, eles falaram que se ele não estivesse bem, era pra ir ao hospital. Pois bem, pra que serve o CAPS mesmo??? Com uma insistência em um atendimento especializado, eles simplesmente passaram por uma triagem e agendaram uma consulta com psiquiatra para 6 de novembro. Isso mesmo, 6 de novembro. Argumentei o por que não tem mais atendimentos frequentes com um índice de depressivos tão grande e a recepcionista me responde: ‘temos somente uma médica que está retornando agora de licença maternidade e ainda cobre somente 20 horas’. Isso mesmo. Alôôôôôô Luizinho, vereadores, pessoas responsáveis por nossa saúde! Cadê a atenção aos profissionais capacitados para o CAPS?”, questiona a moradora.
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Em resposta ao Penha Online, o secretário de saúde de Penha, Nestor Filipe da Luz, confirmou a demora no atendimento por conta da alta demanda, mas afirmou que já existe um planejamento para contratação de mais um médico para a unidade. Ele comenta sobre o caso: “Pelo texto, a gente tentou apurar o que estava acontecendo. A gente foi apurar isso. E a gente viu realmente que existe uma demanda reprimida muito grande na parte de CAPS. Aqui na Penha, da atenção psicossocial. E a gente está em negociação com a gestora do CAPS, que é a dona Adriana, pra colocar mais um médico. Ampliar no caso a equipe médica, pra gente dar uma vazão maior. A gente entende que é uma necessidade hoje no município. Quando foi feito o contrato, a necessidade era muito menor. Cresceu e a gente precisa aumentar a capacidade de atendimento. Eu imagino que, mais ou menos, daqui a um mês a gente já esteja com a equipe médica, com dois médicos. Hoje a gente tem um médico 20 horas. A ideia é ter dois médicos 20 horas pra ter uma carga horária de 40 horas e não ter essa agenda para frente. Tem uma agenda para frente de fato, ela está com dois meses e meio. Mas realmente é uma demanda muito grande reprimida”, disse ele.
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Diante das dificuldades, a mulher cobra por uma melhoria efetiva e um atendimento eficaz para os pacientes: “Eu só queria um parecer mesmo, porque não tem nem explicação sobre esse caso, não tem nem lógica. Ser um lugar de suporte pra pessoas com depressão, suicida, e quando chegar lá eles mandarem a gente ir pro Pronto Atendimento. Que tem o P.A. a gente sabe, mas pra que que tem aquilo ali, então? Coloque pessoas capacitadas com mais horas de atendimento, com mais frequência de atendimento, porque, meu Deus, hoje em dia, a grande maioria dos nossos jovens, de muitas pessoas, estão tendo problema com depressão, estão tendo problema com suicídio, estão tendo vários fatores ligado a isso, a saúde mental. Então a gente tem que ter, sim, um apoio maior aqui no município, e está muito precário, tanto na policlínica como no CAPS e qualquer outro lugar. Psiquiatra, psicólogo, tá bem precário”, conclui a reclamante.
Imagem: arquivo / Prefeitura de Penha

