[VÍDEO] Pais desabafam sobre falta de empatia e comentários maldosos em publicação sobre ausência de cobertura em CEI de Penha
A falta de uma passagem coberta para crianças do Centro de Educação Infantil Mara Lúcia, de Penha, voltou ao centro das atenções após a publicação feita pelo Penha Online há cerca de duas semanas. Indignados com os comentários considerados maldosos, outros pais solicitaram outra publicação a respeito do tema. Confira imagens no vídeo abaixo.
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Comentários que sugeriam ao pai simplesmente comprar um guarda-chuva provocaram reação de familiares de alunos, que afirmam que a questão vai muito além da proteção durante o trajeto de entrada na escola. Entre as mensagens publicadas na matéria anterior, uma moradora escreveu: “Guarda-chuva também simplesmente não existe né pelo amor de Deus 🙄🙄”. Outro comentarista questionou: “E que pai é esse que não tem um guarda chuva para levar seu filho até a sala?”. Outra leitora ironizou a situação: “Passou vergonha 😅 chave pix para fazer uma vaquinha e comprar um guarda chuva 🌂 Se todas as escolas fossem de uma estrutura dessa”. Em outro comentário, uma moradora afirmou: “Um guarda chuva também protege da chuva”.
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Após a repercussão, uma mãe procurou o Penha Online para explicar que o problema vai além da chegada das crianças à escola. Isso porque as três salas ficam separadas do restante da unidade e não possuem acesso interno ao banheiro e ao refeitório, obrigando os alunos a atravessarem a área externa sempre que precisam utilizar esses espaços.
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Ela detalhou a situação ao Penha Online: “A publicação acabou não trazendo algumas informações importantes sobre a situação. As três salas mostradas na parte externa são separadas da creche e não possuem acesso interno para o restante da unidade. São crianças de apenas 3 anos, e quando precisam ir ao refeitório ou ao banheiro, precisam atravessar essa área externa, ficando expostas à chuva. Também não basta simplesmente dizer que os pais podem levar as crianças com guarda-chuva. Estamos falando de crianças pequenas, de 3 anos, que precisam de um ambiente adequado e protegido. O guarda-chuva não resguarda completamente a criança, muito menos durante todo o trajeto, e não resolve a questão da falta de uma passagem coberta dentro da própria unidade. A questão é muito simples: um toldo na lateral, criando uma passagem coberta entre as salas e os demais espaços, já resolveria grande parte do problema. Não estamos falando de algo absurdo ou impossível, mas de uma melhoria simples que proporcionaria mais segurança, conforto e proteção para essas crianças. É importante que a situação seja mostrada por completo, porque não se trata apenas de ‘cobertura no pátio’. Trata-se de crianças de 3 anos que precisam sair das salas para ter acesso ao banheiro e ao refeitório, mesmo em dias de chuva. E o dia de hoje deixou isso ainda mais evidente. Com a chuva, o transtorno não foi somente para as crianças, mas também para os profissionais que precisam acompanhá-las e organizar esses deslocamentos. Cada ida ao banheiro, ao refeitório ou a outro espaço se torna uma dificuldade desnecessária. Falo como mãe, com o coração apertado com tanta falta de empatia de pessoas que se quer conhecem a estrutura da creche. As pessoas estão massacrando o pai, então dizendo para ele comprar um guarda chuva, mas eles não entenderam que as crianças de apenas 3 anos andam várias vezes ao dia para ter acesso ao banheiro, refeitório. Pensem nas crianças”.
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Outro pai também quis se manifestar após a repercussão. Ele reforçou que a cobrança não seria por uma comodidade, mas por uma estrutura que permita às crianças acessar os espaços básicos da unidade sem precisar passar pela chuva. “Eles têm que saber que pra criança ir no banheiro, uma necessidade básica, ela tem que ir na chuva. Pra ela ir almoçar, jantar no refeitório, tem que ir na chuva. Que não tem, dali para o refeitório, para o banheiro, da salinha modular lá atrás para o banheiro. É tudo na chuva. Então, eles têm que entender que é uma melhoria pra creche. Não é uma caridade. Eu tô cobrando o mínimo. Eu mandei essa reportagem, pra pelo menos cobrar o mínimo, aí o que acontece? Um prefeito da vida vê: ‘Ah não, o pessoal não tá nem aí, não tá reclamando, só tem uma outra ali reclamando. Vamos deixar assim mesmo’. Aí vai fazer pra quê? Se o pessoal tá se contentando com o mínimo, com o básico”, disse ele.
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A cobrança segue voltada à criação de uma passagem coberta que permita o deslocamento entre as salas e os demais espaços da unidade sem que crianças e profissionais precisem enfrentar a chuva durante atividades básicas do dia a dia.

