Penha: tutora reclama que cadela não recebeu atendimento adequado após buscar por socorro em serviço público
Uma cadela faleceu após não receber atendimento a tempo pelo IMAP, em Penha. A tutora do animal entrou em contato com o Penha Online para denunciar o caso e afirmou que os procedimentos até a realização do primeiro exame durou 20 dias, mesmo com a cadela muito debilitada, o que piorou o seu quadro clínico.
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“Eu tenho prints aqui de quando começou o atendimento, falamos qual que seria a situação. Depois fui mandando mensagem, falei que a cachorra não ia aguentar, que a cachorra estava ruim. A mesma coisa que nada. E ela só foi atendida antes de ontem lá na clínica, antes de ela vir a óbito, porque o papel só era para o dia 29”, disse ela ao Penha Online nesta sexta-feira (26).
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“Eu cheguei lá implorando, pelo amor de Deus, para eles atenderem a cachorra porque a cachorra estava morrendo. E foi dito e feito. A cachorra nem aguentou ficar lá. O tempo que eles me ligaram depois, eram 14h e pouca da tarde, me pedindo autorização para fazer um procedimento. Logo em seguida me mandaram dizendo que ela tinha ido a óbito. Foi muita demora. Muita demora. Se eu tivesse condições de pagar, é óbvio que eles iam atender e iam fazer que a cachorra vivesse lá do começo. Porque no caso dela deu insuficiência renal. Por que deu insuficiência renal? A cachorra não conseguia mais beber água, estava dando a conta-gotas. Ela só sofreu essa insuficiência renal por conta da demora para fazer uma chapa na garganta para saber porque ela não estava comendo e bebendo”, relatou a tutora.
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A moradora afirmou ainda que, apesar de ter recebido medicação no primeiro atendimento, o estado da cadela só piorava e mesmo assim não houve agilidade no encaminhamento para exames mais específicos. “Para mim, só foi a demora do atendimento porque foi pelo IMAP. Ela era uma cachorra muito bem cuidada. Se eu tivesse condições é óbvio que eu tinha pagado uma cirurgia para ela, alguma coisa. No caso ali, ela teria direito a cirurgia, a tudo que precisasse para ela sobreviver e foi a demora. O rapaz que me atendeu foi super gente fina, do IMAP. Passaram antibiótico, passaram tudo. Eu falei como que estava sendo. Depois eu mandei mensagem e as coisas foram demorando demais. Essa demora levou vinte dias para a cachorra fazer o primeiro exame. Ela tinha só cinco aninhos, com todas as vacinas, com tudo certinho”, afirma.
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O novo caso expõe a fragilidade e burocracia que os tutores de animais que precisam de atendimento médico público enfrentam em Penha, levantando questionamentos sobre a agilidade dos protocolos e a capacidade do município em atender situações de urgência.

