[VÍDEO] Presença de cães em praia de Penha volta a causar reclamações por parte de banhistas


PUBLICIDADE

Banhistas que estiveram em Penha na manhã deste sábado (4) não gostaram de se deparar com cães na praia da Armação. Conforme registro feito em vídeo, as reclamantes desabafam: “Pastor alemão sem coleira aí no meio do povo tomando banho, uma muvuca, nossa senhora. Se pode eu vou trazer o nosso também”, disse a autora das imagens que ilustram esta publicação. “Acho que não pode, porque olha ali ó, a criançada toda ali. Os caras bem no meio do povo, estão nem aí”, relatou outra.
.
A Lei nº 1889/02, de dezembro de 2002, do então prefeito Julcemar Alcir Coelho, prevê que ficam proibidas a permanência e a movimentação de animais na faixa de areia das praias deste Município. “Considera-se animais, para efeito do que determina o artigo anterior, todo animal de pequeno, médio e grande porte. A não observância do proprietário do animal à presente Lei, implica na captura do animal e na sua condução à repartição pública destinada a guarda provisória. O proprietário do animal que não observar o que determina esta Lei estará sujeita a multa, que constarão de uma escala que será elaborada pelo Poder Executivo do Município”, versa a Lei.
.
O município de Penha, por sua vez, falha por também não fazer sua parte perante à Lei em questão, uma vez que ela determina que “o poder executivo indicará o órgão público que guardará o animal capturado e o encaminhará para instituição específica, em caráter definitivo”, função que não é delegada a nenhum órgão atualmente. “Quando se tratar de cão ferino (um cachorro muito agressivo, violento, arisco ou ameaçador, bravo ou difícil de controlar), é lícito o seu encaminhamento a Polícia Militar para adestramento e utilização em ações especiais, resguardada a legislação em vigor”, completa o texto da Lei. Outra falta da Prefeitura de Penha neste contexto, é não implementar placas ao longo de toda a orla, informando da proibição.
.
A presença de cães na praia pode trazer prejuízos à saúde, principalmente quando os animais circulam livremente entre banhistas e deixam fezes ou urina na areia e na água. Além do mau cheiro e da sujeira, há risco de contaminação por bactérias, parasitas e verminoses, que podem atingir especialmente crianças, idosos e pessoas com a imunidade mais baixa. Outro problema é o contato com areia contaminada, que pode causar irritações, alergias e outros desconfortos, tornando o ambiente menos seguro e menos adequado para o lazer das famílias. Confira imagens no vídeo abaixo.
.