Professor bêbado, “salinha do terror” e omissão da diretoria: as novas e chocantes denúncias sobre a Escola Antônio Rocha de Andrade
O Penha Online segue recebendo denúncias envolvendo omissão da diretoria da Escola Antônio Rocha de Andrade, unidade de ensino estadual, localizada no bairro Gravatá, Penha. As reclamações chegaram na noite do sábado (4) e deste domingo (5), e serão encaminhadas à Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina no início da manhã desta segunda-feira (6), especialmente diante da gravidade do teor dos relatos.
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“Vi a matéria sobre a escola Antônio Rocha. O senhor Leandro Tomaz é diretor de gabinete, muitos casos de bullying ocorrem na escola, a direção toma ciência, mas não faz nada. Fico muito triste, meus filhos estudam ali e me contam coisas horríveis que ocorrem. Mas eu não sei porque razão a gerência de Educação não tomou uma providência ainda. Acredito que ouvidorias devem ter sido feitas, pois se escutam nos corredores, muitos pais e funcionários indignados com a postura da direção. Já passou da hora de ter mudanças. Na tua primeira matéria o diretor solicitou que todos os funcionários publicassem em seus status a nota de repúdio: ‘Peço que compartilhem… Uma coisa é noticiar algo, outra faltar com a verdade em busca de curtidas! Quando falta notícia, a mentira grita’, ele mandou no grupo de professores, que depois veio pra grupo dos alunos. Na verdade ele não tem perfil pra assumir uma direção, na minha opinião. Discurso pronto, nunca decide nada. E está lá já algum tempo, infelizmente”, disse uma mãe ao Penha Online.
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Outra mãe também procurou o portal para fazer um desabafo: “Pois bem, já estive lá algumas vezes e o diretor Leandro pelo que eu percebi só aparece de quarta-feira em diante. Quando precisamos, nunca está! Lembra que ele não estava na época da história do cenário sangrento do dia das bruxas? Um joga pro outro. Eu estou há 3 anos engasgada com esse colégio e essa administração. Eles chamam alunos na ‘salinha do Terror’. Chamam pra coagir nessa salinha, esse colégio é uma corja, abafam tudo que acontece. Me desculpe o incomodo, mas estava entalada há anos, eu já troquei meu filho de escola, bem mas longe de onde moramos, tudo por causa dessa gestão”.
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Uma terceira mãe igualmente trouxe outro relato gravíssimo: “Minha filha também sofreu bullying no colégio, ela chegou até cortar os cabelos. Foi chamado os pais dos alunos, só que ficou sem punição, só mandaram nós assinar um caderno e mais nada. Foi difícil para mim. Minha filha cortou o cabelo, a gente foi lá, falou com o Leandro, teve uma secretária lá que foi bem ignorante com a gente, e a gente acabou deixando assim, porque não ia acabar em lugar nenhum. Eu sofri muito, ela tinha o cabelo abaixo da bunda, e isso foi ano passado, no dia de festa junina, ela ia ser a noiva, não sei, algo assim, daí começaram a debochar dela, dizer que ela era feia com o cabelo dela, que o cabelo dela era uma espiga, não sei o que. Um sábado de manhã, a gente acordou, ela chorando, aos gritos dentro do quarto, e quando a gente abriu a porta do quarto, ela cortou o cabelo dela em cima do ombro dela. Foi um choque para mim, para o meu esposo, chamei a atenção do Leandro, fui até o Leandro e a gente conversou. Deu em nada. Ficou por nada. Quando aconteceu isso tudo, eu fui até o Leandro, foram chamadas as duas mães dos alunos. Eu passei por um período muito decepcionante sobre o colégio, e pensei que eles iam tomar uma decisão, chamar a atenção dos alunos, fizeram a reunião, mas não chamaram os alunos, não teve conversa com os outros alunos que fizeram bullying com ela, só foi os pais deles mesmo, e ficou em nada, simplesmente não resolveram nada. Ficou assim, cada um vai para o seu lado e pronto”.
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Além da denúncia direta dos pais, os próprios comentários feitos tanto na primeira denúncia quanto na segunda denúncia revelam o descontentamento geral com a direção.
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• “Sem falar em um professor que tem lá que está passando dos limites chamando as alunas de filha da p…. E outros palavrões e o diretor não faz nada”.
• “Sei de coisas pior dessa escola, eu sei pois estudei lá, rolava muita coisa, mas ficarei em silêncio”.
• “Eu estudei um ano e meio na escola Antônio Rocha e passei esses anos todos sofrendo com bullying… e tive que sair da escola por não aguentar mais”.
• “Cara como eu me incomodei na época que minha filha estudava aí, ninguém se importava, só falavam que iriam resolver. Espero que minha pequena não sofra bullying, pois hoje não tenho a paciência de antes”.
• “Complicada a situação do Antônio Rocha, estudei nela por 12 anos e vi muita coisa acontecendo, tanto comigo, quanto com outras pessoas. Tinha tudo pra ser exemplo pra cidade, mas infelizmente não é o que vem acontecendo”.
• “Bem isso, eles tentam arrumar outro problema a favor deles e deixando aquele problema contra o acusado. Já passei por uma situação onde tampando o sol com a peneira só assim mesmo divulgando em público para ver se tomam a decisão correta. Incrível que nunca resolvem nada, pessoas morrem por causa disso e ainda sim eles não dão importância. Só se importam quando não há mais nada a ser feito”.
• “Isso aí é caso de policia, professores e direção não tem a mínima condição de resolver nada”.
• “É verdade sim, estão tentando acobertar, tive que mudar milha filha desta escola também, tem professores que ameaçam (de fazer macumba se a criança não estudar) as crianças na sala de aula. A [matéria] de matemática trocou três vezes esse ano o professor e afetou o aprendizado da minha filha. E tem professor alcoólatra que vai dar aula bêbado também. Graças a Deus conseguimos vaga em outra escola”.
• “Escola sempre suja e mal organizada Direção não dá nem o mínimo pros alunos, se for pedir tesoura não tem, cola não tem NADA TEM!, eu como irmã de irmãos autistas não colocaria de jeito nenhum! E sem falar de educação de professores para com os alunos, ai querem falar o que meia dúzia faz e colocar todo mundo no mesmo pacote dizendo que fuma no banheiro, que fazem o que querem, os pais vão atrás pra tentar resolver as coisas que acontecem na escola e chegam lá não resolvem nada aí agora a escola quer falar de respeito sendo que nunca teve consideração nenhuma para resolver coisas básicas da escola! Eles se preocupam mais em ver se estamos mexendo no celular durante o recreio do que pintar uma parede da escola, botar um sabonete no banheiro, arrumar os ar condicionado, mas enfim só quem ESTUDA LÁ PRA SABER!”
• Eu sou aluna da escola estudo desde os anos inicias (primeiro ano) e me formo agora no 3º ano do ensino médio. As pessoas que me pedem indicação de escola eu não indico o Rocha de jeito nenhum! É muito menos para por crianças autistas lá dentro não sabem lidar com simplesmente nada só sabem falar que “o celular é o problema” a escola está sem ser pintada desde que me conheço por gente caindo aos pedaços e agora está entrando água de novo pelo teto do último andar! Como já ocorreu daquela vez que os alunos não tiveram aula por um bom tempo pq o teto tava caindo e agora o teto tá ficando igual de novo escorrendo tudo nos corredores e escadas os banheiro não tem papel quando a gente quer e os papéis higiênicos são trancados por CADEADOS para não roubarem e nem sabonete as portas das salas não fecham direito as portas tudo sem pintar as carteiras então nem se fala né escola sem estrutura nenhuma os professores são ótimos e tbm somente alguns por que se for falar do que não são bons e do que fazem fico aqui fazendo um textão só disso e a Direção é pessima não resolvem NADA! Grossos tratam a gente como animais Digo isso por experiência própria!”
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Os pais podem seguir enviando duas denúncias de maneira anônima ao Penha Online através do WhatsApp (47) 9 9152-0754.

