[VÍDEO] Resgatador voluntário questiona atendimento para a causa animal no Instituto do Meio Ambiente de Penha


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Um resgatador voluntário de Penha questionou ao Penha Online nesta semana, o atendimento destinado a animais em situação de emergência através do Instituto do Meio Ambiente de Penha (IMAP). A demora no retorno a um pedido de atendimento feito ao órgão fez com que ele precisasse buscar contato com outras pessoas para conseguir encaminhar um animal debilitado a uma clínica. O resgatador afirma ainda que tem recebido pedidos de ajuda de protetores e cobra uma comunicação mais ágil para casos que precisam de atendimento veterinário. Ele também questiona a conduta de clínicas contratadas pelo município em relação ao período de permanência dos animais em tratamento.
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“Eu tenho recebido muitos pedidos de protetores. Inclusive ontem, eu fui entrar em contato com o IMAP e até agora não recebi resposta, pra ter uma ideia. Uma emergência, pedi atendimento pra esse cachorro preto. O que eu tive que fazer? Eu tive que ligar pro Marquinho do Si, que eu conheço ele aqui da Armação, tive que falar com o Patrick, tive que falar até com o Álvaro, que é o novo superintendente, que ele nem me conhece, pra ver se alguém respondia. No fim, o Marquinho conseguiu falar com o Álvaro e aí liberou o atendimento com um animal de ontem, de rua, debilitado, desorientado, cego quase. Eu não sei a gravidade da vista, mas com infecção nos olhos, dá pra ver que tava. E comido da pulga, entendeu? E o Edital prega que o animal que entra na clínica, ele só pode ser liberado depois que ele reúne condições de ter uma vida fora. No caso do animal de rua é pior ainda. Que ele tem que sair de lá 100%. Ele não pode sair sem castrar. Ele não pode sair sem microchipar, vacinar. Então ele tem que ficar lá, recebendo o tratamento até reunir condições de ser castrado. Porque se ele for pra rua, ele não volta mais. Então estão fazendo um serviço, me desculpa a expressão, de porco. As clínicas hoje, se não cobrar, elas vão continuar fazendo isso. Tem que melhor tudo isso. Tanto o atendimento rápido para as protetoras, pra população, quanto esse negócio com as clínicas. Eles querem soltar o cachorro já nas primeiras 24 horas, e não dá pra soltar esses animais que não têm condições. Tem alguns que sim, mas a maioria que vai pra lá é quebrado, necessita de repouso, alimentação correta, aí eles querem soltar um cachorro que foi deixado lá assim nesse estado. A gente tá aguardando reunião do COMBEP (Conselho Municipal do Bem-Estar Animal) também, pra poder deliberar sobre isso, fica difícil. Peguei o cachorro, mandei mensagem pro IMAP às 15h e até agora não responderam, são 11h do outro dia já. Se eu não conhece o Marquinho, o cachorro tava morto já, entendeu a gravidade disso? Daí eu falando contigo agora, chegou mais um pedido de ajuda, esse cachorro branco cheio de espinhos de ouriço na boca. Tem que resgatar, levar lá na clínica, tirar, medicar, porque isso aí infecciona, ela vai morrer de fome, sem comida, sem água, porque não consegue comer. A gente precisa ter resgate, precisa ter esse apoio, de a gente ligar lá e eles autorizar a levar na clínica, falta isso, um meio de comunicação mais safo com eles. Até pensei em reunir o pessoal da Praia Grande com o Álvaro, ele tá começando novo agora. Mas a gente não tem nem gente pra responder o cidadão. Ainda bem que conheço quem responde e ajuda. Tem esse negócio das clínicas também. Elas têm que pegar o animal socorrido e tratar o animal, não é só pegar e fazer exame e liberar, elas ganham muito dinheiro, não é assim. Essa gestão não tá pegando no pé, daí eles fazem o que querem, do jeito que querer, daí estão bem assim. É praticamente só castração. Pra ter resgate hoje, o cidadão tem que ir lá, pegar seu carro, torcer pra alguém do IMAP atender e autorizar a levar o animal pra ser atendido na clínica”, relatou o denunciante ao Penha Online.
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A principal cobrança é por um canal de comunicação mais ágil entre protetores, população e o IMAP para que animais em situação de emergência possam ser encaminhados rapidamente e permaneçam em tratamento pelo período necessário, conforme as condições de cada caso. Hoje, o IMAP disponibiliza o WhatsApp (47) 3170-3856 para atendimento. O Penha Online deixa o espaço aberto para acrescentar nesta publicação, uma resposta do Instituto, caso queira se manifestar. Confira imagens no vídeo abaixo.
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