Superintendente da Cultura explica futuro da Banda Municipal de Penha


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A possível interrupção das atividades da Banda Municipal de Penha (BAMUPE) gerou preocupação entre pais de alunos e moradores do município. A situação chegou ao Penha Online após relatos de que a banda poderia ser encerrada. “Eu sou pai de aluna da banda. A banda já existe no município há quase 16 anos. Chegou a informação para nós pais hoje que a banda vai ser encerrada”, questionou um morador.
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Procurada pelo Penha Online, a superintendente da Fundação Cultural de Penha, Aline Cavaco, explicou que a BAMUPE passa por um processo de reestruturação e negou que a banda tenha sido encerrada. Segundo ela, a professora responsável pelas atividades da banda é vinculada à Secretaria de Educação, e atualmente existe uma discussão interna sobre a disponibilidade da profissional para atuar integralmente junto à BAMUPE, uma vez que a profissional é professora de artes e não ocupa um cargo específico voltado à banda, além da necessidade de adequações na estrutura e no espaço utilizado pelos músicos.
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“Quando o pai fala que acabou a banda, não é verídico. A BAMUPE hoje não está dando seguimento da forma correta porque faltam adequações importantes. O intuito da Fundação é que a banda tenha continuidade com estrutura adequada, horários organizados, oficinas, matrículas das crianças e um espaço apropriado para funcionamento. A banda há muitos anos não tem uniforme novo, licitação para compra ou manutenção dos instrumentos e assim por diante”, afirmou.
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Aline também destacou que um dos principais desafios atualmente é a falta de espaço físico adequado para ensaios e atividades da banda, além da necessidade de reorganização administrativa e pedagógica do projeto. “Não foi o prefeito que excluiu a banda. Esse ano, em conversa com o prefeito, expliquei pra ele que era inviável essa professora estar 20 horas à disposição da Educação e 20 horas à disposição da Cultura, porque daria para ela fazer o trabalho que precisa fazer. Chamei a professora, falei que precisava dela 40 horas, o prefeito foi de acordo, mas precisa a liberação da Educação. Fiz um 1doc e até o momento não tive resposta”, completou.
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A Fundação Cultural informou ainda que busca alternativas para continuidade do projeto, incluindo a possibilidade de contratação de profissionais da área musical por meio de edital de oficineiros.