Univali de Penha registra 43 toninhas mortas na região
A equipe da Univali – Unidade Penha registrou 44 toninhas no trecho 4 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) entre o início de 2026 e o dia 15 de agosto. Deste total, 43 foram encontradas mortas e uma estava viva. Os registros ocorreram em diferentes pontos do litoral monitorado pela instituição, entre Barra Velha e Governador Celso Ramos. Penha teve o maior número de ocorrências, com 14 registros, seguida por Barra Velha e Navegantes, com 11 cada. Balneário Piçarras teve cinco ocorrências, enquanto Balneário Camboriú, Bombinhas e Itajaí tiveram uma cada. Entre os registros mais recentes estão duas fêmeas adultas encontradas mortas em Barra Velha, nos dias 4 e 6 de agosto. Ambas estavam gestantes e foram encaminhadas à Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali, em Penha, onde passaram por necropsia.
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A primeira foi encontrada na Praia do Tabuleiro. A fêmea pesava 25 quilos, apresentava bom escore corporal e estava em avançado estado de decomposição. Durante a avaliação externa, foi identificada uma marca linear no rostro compatível com emalhe acidental em rede, além de uma fratura na região. O feto também foi registrado durante os procedimentos, que incluíram a coleta de amostras de dentes, tecido adiposo e músculo da mãe. Dois dias depois, outra fêmea adulta foi encontrada morta na Praia do Grant, também em Barra Velha. O animal pesava 27,5 quilos, apresentava bom escore corporal e também estava gestante. A carcaça estava em avançado estado de decomposição e foram coletadas amostras biológicas durante a necropsia.
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Segundo a equipe, o estado avançado de decomposição das duas carcaças impediu a avaliação das condições de saúde dos animais antes da morte e a determinação da causa do óbito. No entanto, as características observadas indicam que a morte pode ter ocorrido em decorrência de um evento agudo, como afogamento. Entre os 44 registros feitos em 2026, foram identificados três fetos e um filhote. Os demais animais eram indivíduos juvenis e adultos. As fêmeas da espécie têm apenas um filhote a cada dois ou três anos, e a gestação dura aproximadamente 11 meses. O principal período de nascimento ocorre durante a primavera, época em que também aumentam os encalhes. A toninha (Pontoporia blainvillei) está ameaçada principalmente pela captura acidental em redes de pesca. A espécie também sofre com a poluição dos oceanos e a degradação do habitat marinho. Desde 2014, está classificada como “criticamente em perigo” na Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
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O monitoramento dos animais encontrados nas praias permite reunir informações sobre a ocorrência da espécie e as possíveis ameaças na região. O trabalho inclui avaliação das carcaças, necropsias, registros biométricos e coleta de amostras biológicas. O PMP-BS é realizado como parte do licenciamento ambiental federal das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural da Petrobras na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.
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Imagem: Univali / Penha

