Moradora de Penha desaparece após passar por dois episódios de estresse no CAPS e escrever carta de despedida; família pede ajuda urgente


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Uma moradora de Penha está desaparecida e familiares buscam informações sobre ela. Roberta que reside na Servidão Bernadete de Jesus Severino, em Armação do Itapocoroy, é paciente do CAPS e passou por um estresse muito grande nesta última segunda-feira (13), quando tentava passar por atendimento na unidade de Saúde, conforme noticiado pelo Penha Online na ocasião. Na sexta-feira (17), ela retornou ao local para uma consulta, mas entrou em pânico novamente ao se deparar com seguranças na porta.
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“Eu já comecei a ter crises de pânico. Me senti intimidada. Fiquei na sala de espera e nenhum paciente foi ‘vigiado’. Eu fiquei chorando em pânico uma moça me deu um copo d’água e nisso a secretária entrou nas dependências do CAPS, onde tem os consultórios, com o segurança. Aí eu fiquei mais apavorada ainda porque ele ficava com a mão no cassetete direto. 11:h a psiquiatra me chamou, e eu disse que não ia entrar porque o homem ia me bater, eu tava com crise de pânico, já as mãos tremendo. Aí a Cecilia foi questionar na secretaria, por que dos seguranças, mas não obteve resposta, foi ignorada. Eu entrei na sala da doutora. E ela já não me deixou sentar no meu cantinho, que já me deixou desconfortável. Fez perguntas que já estavam no prontuário e me fez repetir coisas que eu não quero lembrar. Disse que quando o ‘mundo’ me testa, eu tenho que manter o controle, mas como uma pessoa em surto psicótico controla o próprio surto??? Ela disse que eu tenho que saber quando vai acionar o gatilho e me preparar pra não surtar kkkk é ridículo isso. Por fim, quando ela abriu a porta e se despediu de mim, eu vi dois seguranças saindo da porta. É inadmissível uma coordenação agir dessa forma com o paciente. ESTOU ME SENTINDO HUMILHADA E DESRESPEITADA DENTRO DA PRÓPRIA INSTITUIÇÃO QUE ERA PRA ME ACOLHER. Não quero mais voltar lá, Alex. Fui claramente intimidada. Aí fica a pergunta: por que ao invés de me intimidar e colocar seguranças na porta enquanto eu era atendida, a coordenadora não contratou um enfermeiro para tratar de acolhimento de urgência, alguém que aplique uma medicação até o paciente se acalmar? É assim que o caps vai me tratar daqui pra frente?”, disse Roberta ao Penha Online ainda na tarde da sexta-feira.
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Na manhã deste sábado (18), Cecilia, sua cuidadora, informou ao Penha Online que Roberta estava normalmente em casa, medicada, sem qualquer problema durante a sexta-feira (19). Em dado momento, as duas se falaram por mensagens de texto, e tudo aparentava estar bem. Ao chegar em casa após o trabalho, por volta de 23h, Cecilia descobriu que Roberta havia escrito uma carta de despedida e desaparecido. Ela vestia calça preta tactel e uma camiseta de cor branca, com mangas azuis, com a escrita “Foreblu” nas costas.
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Qualquer informação pode ser repassada à Polícia Militar pelo telefone 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão, ou pelo WhatsApp do Penha Online: (47) 9 9152-0754.