Colegas denunciam servidora que estaria consumindo e furtando alimentos de escola municipal de Penha
Funcionários da Escola Maria Emília da Costa, localizada na Praia de São Miguel, em Penha, denunciaram ao Penha Online que a unidade estaria enfrentando uma série de problemas envolvendo uma servidora que tem acesso à cozinha da escola. Segundo os denunciantes, a situação teria se agravado nos últimos meses e já teria sido comunicada à direção da escola e à Secretaria de Educação. “Sumia queijo, nata, ovo, frango… nunca tinha comida. Sempre era na estica… nenhuma comida era feita com nata. Houve reclamação, ela foi chamada e disse que era usado no estrogonofe… mas nunca que foi usado… era sempre carne ensopada… não era estrogonofe. A partir desse momento em que chamaram ela, aí passou a fazer com nata. Enfim, foram coisas absurdas que a gente viu. Espero que não repita isso em outra escola. Se fosse aberto um processo administrativo acho que seria justa causa”, disse ao Penha Online uma pessoa que trabalhou na escola.
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De acordo com os denunciantes, esta pessoa que tinha acesso à cozinha estaria utilizando para consumo próprio, os alimentos e outros produtos destinados à merenda escolar e, em algumas situações, levava para casa. Entre os itens citados pelos denunciantes estariam carne moída, frango, ovos, nata, café e ingredientes utilizados no preparo de bolos e outros alimentos. Uma situação considerada especialmente grave pelos funcionários teria ocorrido quando uma criança que possui restrição alimentar teria sido impedida de receber uma rosca sem lactose. De acordo com os denunciantes, o alimento especial teria sido retirado da criança sem que fosse apresentada uma justificativa. Ainda segundo os relatos, a servidora teria utilizado ingredientes da escola para preparar hambúrgueres, coxinhas, bolos e outros alimentos para consumo particular. Os denunciantes afirmam também que, em determinadas ocasiões, familiares da servidora teriam ido até a escola para buscar alimentos preparados no local.
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Outra acusação apresentada pelo grupo é de que a nata recebida pela escola para utilização na merenda não estaria sendo servida aos alunos. Segundo os denunciantes, o produto seria consumido regularmente pela própria mulher em seu café. Os funcionários também alegam que cafés comprados pelos próprios servidores para consumo da equipe estariam sendo retirados pela mulher, que, de acordo com a denúncia, levaria para casa os produtos considerados de melhor qualidade e deixaria para os demais funcionários o café fornecido pela escola. Após reclamações anteriores, câmeras de monitoramento teriam sido instaladas na cozinha da unidade. Para os denunciantes, a medida teria produzido mudanças no preparo da alimentação. Eles afirmam que, antes da instalação das câmeras, porções destinadas aos alunos seriam menores e, posteriormente, teriam percebido uma melhora na quantidade e na variedade dos alimentos servidos.
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Também estaria sendo praticado, segundo o grupo, o preparo de alimentos em quantidade superior à necessária, com sobras que seriam posteriormente descartadas. Os denunciantes levantam a suspeita de que essa prática teria como objetivo dificultar a identificação de eventual desvio de alimentos, mas essa acusação não foi comprovada. Os funcionários relatam ainda que a servidora estaria utilizando a cozinha da escola para preparar alimentos particulares, com uso de gás, óleo e outros materiais da unidade, apesar de a direção já ter proibido esse tipo de prática. O ambiente de trabalho também estaria sendo afetado, segundo os relatos. Uma colega da servidora, conforme a denúncia, teria tentado ajudar no preparo do café dos professores e na limpeza da louça, mas teria sido impedida de realizar a atividade. O episódio teria provocado uma discussão e ameaças de levar o caso ao sindicato e a outros órgãos.
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Outra acusação apresentada pelos funcionários é de que a servidora estaria tentando influenciar colegas durante a Avaliação da Gestão Democrática. Segundo os denunciantes, ela teria procurado servidores da escola para pedir que atribuíssem uma avaliação baixa à diretora, supostamente como forma de prejudicar a gestão da unidade. Os funcionários afirmam ainda que representantes da Secretaria de Educação já teriam ido até a escola e que relatórios sobre os problemas relatados teriam sido encaminhados pela gestão da unidade. Apesar disso, segundo os denunciantes, nenhuma solução efetiva teria sido adotada e a situação teria continuado. Os autores da denúncia também afirmam que a servidora teria comentado no ambiente escolar que não seria transferida por possuir suposto apoio político. Essa informação, porém, é apresentada exclusivamente pelos denunciantes e não foi confirmada de forma independente. Diante dos relatos, os funcionários pedem que a Secretaria de Educação e os demais órgãos competentes apurem as acusações e adotem as medidas cabíveis. Até o momento, as informações apresentadas são denúncias feitas por trabalhadores da escola e precisam ser investigadas para confirmação dos fatos.
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O Penha Online procurou a Secretaria de Educação de Penha e recebeu a seguinte resposta.
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“Em atenção à denúncia encaminhada a esta Secretaria Municipal de Educação, referente a possíveis irregularidades ocorridas na Escola Municipal Maria Emília da Costa, informamos que os fatos relatados foram recebidos e estão sendo devidamente acompanhados pela Secretaria. Tão logo tomou conhecimento da manifestação, a Secretaria Municipal de Educação adotou providências para verificar a situação relatada, inclusive mediante visita à unidade escolar e conversa com a direção. Posteriormente, a servidora mencionada na manifestação foi chamada para reunião na Secretaria Municipal de Educação, ocasião em que lhe foram apresentados os fatos e os apontamentos constantes da denúncia, possibilitando-se o esclarecimento das situações relatadas. Ressalta-se que as informações constantes da manifestação constituem, neste momento, alegações que necessitam de adequada verificação, não sendo possível afirmar a procedência ou improcedência dos fatos narrados, tampouco atribuir responsabilidade à servidora sem a devida apuração e a existência de elementos que confirmem as circunstâncias relatadas. A Secretaria Municipal de Educação permanece acompanhando a situação e adotará as providências administrativas que se mostrarem necessárias, especialmente quanto aos aspectos relacionados ao controle, utilização, armazenamento e destinação dos gêneros alimentícios destinados à alimentação escolar, bem como às demais situações apontadas na denúncia. Eventuais medidas de natureza disciplinar serão avaliadas a partir dos elementos que forem efetivamente identificados no curso da apuração, observando-se o procedimento administrativo adequado e os direitos e garantias legalmente assegurados. Dessa forma, informa-se que a manifestação não foi desconsiderada pela Administração, tendo sido adotadas providências iniciais para seu conhecimento e verificação, permanecendo o caso sob acompanhamento desta Secretaria Municipal de Educação. A Secretaria reafirma seu compromisso com a correta utilização dos recursos públicos, com a adequada execução da alimentação escolar e com a apuração responsável das manifestações encaminhadas à Administração, preservando-se, simultaneamente, os direitos das pessoas envolvidas”.

